Artigos para download

 

Disponibilizo aqui alguns dos artigos que publiquei nos últimos anos, resultantes das pesquisas desenvolvidas durante o mestrado e o doutorado. Clique nos títulos para download.

Por uma ontologia das câmeras onipresentes e oniscientes: reconfigurações no telejornalismo frente à ubiquidade de dispositivos que registram o real

Resumo: A proliferação de dispositivos tecnológicos que registram visualmente o mundo tem acarretado mudanças nos formatos narrativos do telejornalismo. As diversas modalidades de câmeras – como as de vigilância, as câmeras amadoras, as escondidas e mesmo as profissionais utilizadas pelas emissoras – possibilitam que os veículos experimentem diversas estratégias, no intuito de contemplar um espectador que tende a dominar e a desconfiar das já conhecidas linguagens midiáticas. Neste texto, pretendemos apresentar uma proposta de categorização às câmeras aproveitadas cotidianamente pelo telejornalismo, de modo a nos aproximarmos à especificidade do fenômeno. Em comum, todas as câmeras apontam à busca de uma estética realista, baseada no reconhecimento de uma baixa interferência midiática.

Referência:

MARTINS, Maura Oliveira.Por uma ontologia das câmeras onipresentes e oniscientes: reconfigurações no telejornalismo frente à ubiquidade de dispositivos que registram o real. Brazilian Journalism Research (Online) (A2), v. 12, p. 98-113, 2016.

 


An ontology of omnipresent and omniscient cameras: changes to telejournalism and the ubiquity of devices for recording reality (english version)

Resumo:The proliferation of technological devices that visually register the world has led to changes in the narrative formats of telejournalism. The various types of cameras used by television stations – surveillance, amateur, hidden and even professional ones-give broadcasters a plethora of strategies for reaching an audience who tend to dominate and distrust the well-known media languages. This paper presents a proposal for categorizing the cameras used in daily telejournalism in order to better understand the specifics of the phenomenon. Overall, all these cameras appear to be used for creating a realist aesthetic with low media interference.

Referência:

MARTINS, Maura Oliveira. An ontology of omnipresent and omniscient cameras: changes to telejournalism and the ubiquity of devices for recording reality. Brazilian Journalism Research (Online) (A2), v. 12, p. 98-113, 2016.

 


 

A naturalização da vigilância no Jornalismo a partir da ubiquidade das câmeras

Resumo: No presente artigo, pretende-se refletir sobre uma das consequências da onipresença de câmeras na sociedade e da apropriação sistemática de seus registros pelas agendas do telejornalismo: o esgarçamento das fronteiras entre o que se entende por público e privado. Em busca de um enfoque mais preciso a este fenômeno, a análise centraliza-se em uma reportagem, considerada representativa, veiculada pela Rede Record, na qual se assiste ao aproveitamento de um registro feito de modo amador de um flagrante de infração. Deste modo, pretende-se investigar de que forma a popularização de dispositivos que registram o real – motivada por um ideal de atitude cidadã e um discurso de participação ativa do público nas produções jornalísticas – tem impulsionado a naturalização da vigilância distribuída (Bruno, 2013) como um modo de pertencimento à cultura.

Referência:

MARTINS, Maura Oliveira. A naturalização da vigilância no Jornalismo a partir da ubiquidade das câmeras. Revista Pauta Geral, v. 4, p. 76-90, 2016.

 


 

 

Reconfigurações no telejornalismo a partir da popularização das câmeras amadoras: sobre a narrativa em primeira pessoa

Resumo: O presente artigo propõe uma reflexão acerca do aproveitamento jornalístico de conteúdos provindos dos dispositivos de registro do real (como as câmeras pessoais e de segurança, smartphones, tablets e computadores), no intuito de verificar de que forma a ubiquidade destes aparatos técnicos tem operado reconfigurações no telejornalismo. Em busca de um enfoque mais preciso, propõe-se a análise de uma reportagem que parte de um vídeo gerado por uma câmera amadora com foco narrativo em primeira pessoa. Assim, intenta-se observar as estratégias narrativas empregadas pela instância jornalística para o uso deste material – de modo a se investigar de que forma uma estética do flagrante (Bruno, 2013) é concretizada na reportagem a partir da apropriação do que Jost (2007) conceitua como imagens violentas, baseadas na concretização de um choque perceptivo no espectador.

Referência:

MARTINS, Maura Oliveira. Reconfigurações no telejornalismo a partir da popularização das câmeras amadoras: sobre a narrativa em primeira pessoa. Estudos em Jornalismo e Mídia (UFSC) (B1), v. 12, p. 251-262, 2015.

 


 

O Corpo Capturado: Narrativas Melodramáticas a Partir da Apropriação dos Dispositivos de Registro do Real

Resumo: A análise busca refletir acerca do aproveitamento jornalístico dos conteúdos provindos dos dispositivos de registro do real (como as câmeras de vigilância e pessoais, smartphones, tablets e computadores). Constata-se que, em decorrência da popularização de tais aparatos e da frequente utilização de suas imagens nos telejornais brasileiros, opera-se reconfigurações na narrativa jornalística, como o uso constante do corpo como objeto a ser explorado nas reportagens. A discussão apresentada aqui se atenta, então, ao aproveitamento do corpo para a concretização de uma narrativa tipicamente melodramática, visto ser empregado para a consolidação de reportagens com sentido moral legível, de estrutura maniqueísta e com personagens bem definidas – recursos que se efetivam a partir da exploração do que Brooks (1995) chama do modo do excesso.

Referência:

MARTINS, Maura Oliveira. O Corpo Capturado: Narrativas Melodramáticas a Partir da Apropriação dos Dispositivos de Registro do RealIn: XV Congresso de Ciências da Comunicação da Região Sul, Palhoça, 2014.

 


 

 


 


 


 


 


 

 

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